O Eleito

terça-feira, dezembro 27, 2005

O Presidente Ideal

Parece que para algumas das candidaturas presidenciais, o ideal seria que o próximo Presidente da República de Portugal não percebesse nada de economia ou que, percebendo, fingisse que não percebia. E já agora, se não fosse pedir muito, que também jurasse não abrir a boca mesmo no caso da actuação do Governo vir a hipotecar o país. Ou muito me engano ou estão aqui estão a dizer que o ideal seria não haver Presidente.

7 Comments:

Blogger David Afonso said...

Não, Américo. Por mim já ficava contente com um PR que não prometesse o que não pode nem deve dar. É pedir muito?

11:21 da tarde  
Blogger Elisiário Figueiredo said...

O que se deseja é um PR que não diga disparates e não se intrometa na esfera de competências de outros órgãos de soberania e que além de perceber de economia perceba também de outras matérias.

11:41 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Elisário Figueiredo, na mouche!

11:43 da tarde  
Blogger José Raposo said...

O fundamental é um presidente que respeite o Principio constitucional da Separação de Poderes. O papel do presidente é garantir a Cosntituição e o normal funcionamento das instituições democráticas e é claro (pelo menos por comparação com os anteriores presidentes) que o Presidente da Républica por fazer alertas e sugestões. Não pode é dizer como o governo tem de fazer porque não lhe compete ajuizar qualitativamente a prestação do Governo... isso compete aos eleitores

11:30 da manhã  
Anonymous Paulo Damásio said...

Zé,
Como já disse alguém :"o politicamente incorrecto passou a ser o politicamente correcto". Explicitando, os portugueses querem ouvir dos políticos o que acham que lhes pode ajudar a resolver os seus problemas. A isto deve ser anexada, se possível, uma "prática de consequências", ou seja, acção já desenvolvida que comprove as palavras ditas.

Uma das principais FUNÇÕES PRÁTICAS do PR (não é competências) é "analisar qualitativamente", como tu dizes, a prestação do governo. ainda melhor esclarecidos fiacremos se essa análise for feita a priori, antes da eleição.

Não fez Sampaio uma análise qualitativa ao dissolver a AR ??
Afinal a "bomba atómica" pode ser utilizada, mas, só quando nos der jeito??

quando não dá jeito...os poderes presidenciais resumem-se a "palavras"!

Mas palavras não é aquilo que criticam o Cavaco de não ter???..está na hora dos candidatos de esquerda dizerem o que querem..e o que pensam de Sócrates efectivamente, não acham?

Emm relação à proposta de Cavaco...como é óbvio...é naturalíssima...é uma sugestão, como outra qualquer...é um contributo...tal como fez Sampaio durante 10 anos...e muito válidos 10 anos por acaso.

O problema...o problema é que ninguém OUVE efectivamente o PR.

11:51 da manhã  
Blogger Biranta said...

Paulo!
Você conseguiu, neste seu comentário, dizer coisas com que eu concordo inteiramente e coisas de que discordo completamente. Comecemos pelas últimas:
Sampaio temn sido, para mim, um exemplo acabado do que não deve ser um Presidente. Garanto-lhe, porque tenho provas disso, que Sampaio fala com total cinismo, para fazer vista, mas que não quer ser ouvido...
Quando Sampaio dissolveu o parlamento, fê-lo por ordem de grupos de interesses (vulgo máfias), depois destes terem assegurado o afastamento de Ferro Rodrigues e no momento em que mais lhes convinha, até para desviar atenções e lhes garantir impunidades que começavam a descontrolar-se... Tudo isso conseguiram, com Sócrates.
Aliás, SAmpaio intervém, sempre que convém às "suas máfias" e fá-lo imiscuindo-se em tudo! Quando se trata de demagogia e cinismo, então opta por falar...
Concordo que o Presidente, sendo eleito, directamente, pelos eleitores, deve garantir o funcionamento das instituições, segundo os seus próprios critérios; e isso inclui a actuação do governo...
O Prsidente tem de ser responsabilizado tanto por actuar mal, como por não actuar, quando deveria fazê-lo. A bitola é o interesse nacional e a vontade do povo, que tanto têm sido espezinhados por governos e Presidentes, com as consequências desastrosas que estão à vista...

1:52 da tarde  
Anonymous Paulo Damásio said...

Biranta!
Já percebi que, para si (corrija-me se estiver enganado) não temos bons políticos, ponto!..a sua crítica ao sistema político e aos políticos que o protagonizam parece-me demasiado generalizada.

No entanto, concordo consigo, apenas num ponto. A dissolução da AR pelo Sampaio pareceu cronometrada, conduzida. Num decorrer normal...ou talvez sem PSL...nunca a AR seria dissolvida, apesar da saída de Durão!...mas a força dos opinion makers de esquerda abafam tudo quando a decisão os bafeja!

Eu DISCORDO frontalmente da dissolução da AR por Sampaio. A opinião pública e os erros de PSL fariam-no arrepiar caminho per si. Para além de não ter sido posto em causa qualquer regular funcionamento das instituições democráticas, condição sine qua non para a dissolução. Portanto, a dissolução foi uma decisão legítima de Sampaio MAS consubstanciada no seu juízo qualitativo do governo de PSL..o que é muito, mas muito subjectivo principalmente quando apenas se deram 4 meses a PSL.

Mas tem de concordar comigo que Sampaio foi o melhor PR que Portugal teve (também a escolha é curta)!

E tem de concordar que Sampaio desdobrou-se em acções pedagógicas...uma das principais funções práticas do PR. No entanto, pouca gente ouvia Sampaio...um problema de eficácia política ou de comunicação pura e simples!

Cavaco tem aí larga vantagem!

Comente, sff!

5:38 da tarde  

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