O Eleito

domingo, dezembro 18, 2005

Ostracismo

Luís Botelho Ribeiro, pré-candidato à Presidência da República, avisou que vai iniciar hoje, em Braga, uma greve de fome contra a "censura televisiva" à sua candidatura.
É efectivamente ignominioso que um pré-candidato como Botelho Ribeiro, apoiado por pessoas dos mais diversos quadrantes políticos, da esquerda à direita, de monárquicos a republicanos, que arrasta multidões em torno do seu projecto político, não se possa degladiar de igual para igual com os candidatos da Liga Betandwin. Está mal. Acho muito bem que faça greve de fome. Penso até que deveria unir forças com Nelson Magalhães, vítima da mesma injustiça. Muito embora este seja magrinho demais para estas aventuras.

21 Comments:

Blogger Biranta said...

A minha avozinha costumava dizer: "Não te rias porque ainda podes ter um filho assim!".
E pergunta a minha "ingenuidade": se o homem se candidatou (candidatou?), à presiência, não tem tanto direito como os outros de participar em debates?
Já tive o cuidado de espreitar, os programas de todos os candidatos que têm páginas na NET e continuo na minha: "a abstenção é a única opção digna"; mas não posso deixar de concordar que todos os candidatos que formalizem as suas candidaturas têm o direito de participar nos debates...
Já que, assim como estão, os debates são "uma seca", até podia acontecer que "animassem"...
Porque não creio que resultasse outra "utilidade". O que, em todo o caso, não legitima a censura...

11:42 da manhã  
Blogger Zecatelhado said...

Antes da tradicional pausa para a quadra Natalícia, queria enviar-lhes os meus votos de um SANTO E FELIZ NATAL.
Que tudo o que sonham se realize.

Aquele @bração do
Zecatelhado

2:07 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

1. Não pode ser assim, Biranta. O requisito de se ser candidato não basta para se ser admitido ao debate. A este, acrescem dois requisitos: seriedade e uma expressão eleitoral mínima. Pela seriedade, são afastados candidatos (ou pré-candidatos...) como Manuel Vieira, ou Nelson Magalhães. Pela expressão eleitoral mínima, são afastados candidatos como Botelho Ribeiro. Francisco Louçã, por exemplo: quando era militante do PSR e não tinha expressão eleitoral, não era admitido a participar neste tipo de debates; quando, no Bloco, passou a tê-la, foi admitido.

2.Zecatelhado, excelente Natal!

10:59 da tarde  
Blogger albizzia said...

Pois eu acho que sim, que ser candidato deve ser requisito suficiente para participar em debates. "Seriedade", Pedro? Como se mede isso? E de que expressão eleitoral se pode falar, se ele nunca passou por nenhuma eleição? O requisito de representatividade é imposto como um número mínimo de assinaturas necessário para formalizar a candidatura, portanto passada essa fasquia a comunicação social (pelo menos a do domínio público) deveria dar igualdade de oportunidades a todos os candidatos. A questão quando muito poderá estar em ele ser apenas um pré-candidato, isto é, não ter ainda formalizado a candidatura.

12:20 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Albizzia:

1. Em relação à «seriedade»: poderá consultar, por exemplo, o site de candidatura de manuel vieira http://www.vieira2006.com/home.html. Lá encontrará slogans de campanha como «só desisto se or eleito»; «um banana para uma república», etc. Se quiser, poderá ainda dar uma vista de olhos no manifesto pré-candidato nelson magalhães, mas aviso já que se vai rir: http://arespublicaemdebate.blogspot.com/2005/11/vida-custa-todos.html.

2. O candidato Botelho Ribeiro ainda só entregou 2500 assinaturas no Tribunal Constitucional (a constituição exige um mínimo de 7500) - por isso, a questão da representatividade mínima nem sequer se coloca. Penso que o que está em causa não será a de se ser um pré-candidato (uma vez que ocorreram vários debates com candidatos que ainda não tinham formalizado a sua candidatura), mas sim de representatividade (os portugueses nem sequer conhecem o senhor). Por outro lado - e este é o mais relevante, na prática - é óbvio que os candidatos de peso se recusariam a ir a debate com tais candidatos. Só por este lado, a questão nem se coloca.

12:37 da tarde  
Blogger Biranta said...

Concordo com Albizzia. Se o critério fosse seriedade não teríamos candidatos. Podemos discutir isso, caso a caso, se for necessário... ou deixar a avaliação à consideração da população...
Portanto, quanto a esse requisito, estão todos em pé de igualdade... Isto é tudo uma palhaçada, não agrava nem desagrava com a participação, nos debates, desses referidos pelo Pedro.
Outra questão, bem diferente, é a formalização da candidatura, que, essa sim, deve ser condição para participar nos debates...
Mas, o que me parece mais interessante nesta discussão é mesmo a "expressão eleitoral" de cada candidato. Que grande treta, Pedro!
Expressão eleitoral? Sem dúvida! Desde que todos e cada um assumam, com seriedade, a sua verdadeira "expressão eleitoral". Não se esqueça de que existem mais de 45% dos eleitores que não se revêem nestes candidatos...
Está claro que os "candidatos do sistema" e o sistema têm todo o interesse em avaliar, à priori, a expressão eleitoral dos outros que não podem tê-la porque são desconhecidos, sem se preocuparem com o repúdio de que são alvo, por parte dos eleitores, que se manifesta através da sua, reduzida e decrescente, "expressão eleitoral"...
O restante "trabalho" de legitimação dos desmandos duns quantos patifes com representatividades diminutas é feito pela vigarice do próprio sistema eleitoral.
O que me preocupa, no meio disto tudo, é que não é possivel resolver os problemas do país sem a população do país e, de entre ela, sem os seus elementos mais válidos e íntegros, que estão totalmente excluídos do actual panorama político.
Por isso tenho dito e repito: é necessário e imperioso valorara a abstenção, com todas as consequências.
Não se pode ter esperança na melhoria da "qualidade" da classe política, enquanto se mantiver um sistema eleitoral, vigarista e nazi, que necessita de excluir, do mapa dos cidadãos com direitos, tão elevadas percentagens de eleitores, para se "legitimar".
É apenas uma, simples, questão de introduzir, nos critérios, a isenção e objectividade necessários, com correspondência nos sentimentos da população.
A política tem de deixar de ser o domínio de "extra-terrestres" com legitimidade para validarem os seus próprios critérios, absurdos!

1:43 da tarde  
Blogger albizzia said...

Pedro,
1. O caso era com Filipe Botelho Ribeiro.
2. Se ele ainda é um pré-candidato, é difícil argumentar contra um órgão de comunicação centrado na problemática das audiências - mas este ponto, que não constava dos seus argumentos, fui eu própria que o levantei, pelo que se está de acordo não valia a pena voltar com ele.
3. Quanto à questão que agora lhe parece ser a mais relevante - os outros canditatos recusarem-se ao diálogo com desconhecidos - a mim parece-me a mais irrelevante.

Todos os candidatos devem ter as mesmas oportunidades: quanto muito, um desconhecido deveria ter mais tempo de antena. Só assim se pode equiparar alguém que eventualmente andou a fazer coisas muito interessantes na sombra (atenção que eu nem conheço este senhor), com outros que passam o tempo na ribalta. Quanto a mim, pelo menos os órgãos de comunicações públicos deveriam organizar debates com todas as combinações de candidatos: nos casos em que houvesse recusa de uma das partes, a outra parte teria direito a tempo de antena só para si: no dia das eleições, o povo julgará. Afinal, que receiam os seus candidatos sérios?

manuela.

5:17 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Biranta:

1. «Concordo com Albizzia. Se o critério fosse seriedade não teríamos candidatos. (...) Portanto, quanto a esse requisito, estão todos em pé de igualdade... Isto é tudo uma palhaçada (...)»

Por favor, Biranta. Se o Alexandrino ou o Zé Cabra decidirem ser candidatos, o seu raciocínio é o de que, como não considera sérios os candidatos da liga betandwin, estão todos em pé de igualdade! Acha mesmo que qualquer pessoa de bom senso iria atribuir o mesmo grau de seriedade às candidaturas de, por exemplo, Soares e Alexandrino? Ora, este problema de seriedade existe em relação a alguns dos pré-candidatos. O exemplo mais flagrante é o de Manuel Vieira.

2. Lá vem o Biranta com o problema da abstenção. Valorar a abstenção. Isso é um absurdo.
a) as elevadas taxas de abstenção ocorrem por vários motivos: preguiça de ir votar e o facto de os abstencionistas não se reverem nos candidatos serão os principais. Quanto ao caso dos primeiros, não se abstêm por motivos políticos. Quanto aos segundos, é que interessará valorar a abstenção, segundo o Biranta.
b) Assim, se bem me recordo das teorias do Biranta, haveria lugares no Parlamento reservados à percentagem de abstencionistas. Mas seriam estes lugares preenchidos por quem? É que, se forem preenchidos por pessoas humanas, há aqui um paradoxo: as pessoas, ao absterem-se, estão a votar nos candidatos da abstenção! Assim, se eu não for votar, sei que estou a eleger o senhor X - mesmo que não tenha ido votar por impossibilidade e não concorde com a sua eleição! É preciso ver uma coisa: quem não vota toma uma opção: a de não votar. Simplesmente. E arca com as consequências. Ponto final. As pessoas têm liberdade no e de votar. Se estão insatisfeitas com os candidatos que concorrem, sempre podem concorrer. Ninguém as impede.

6:41 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Manuela:

1. O princípio da igualdade não deve ser entendido, como saberá, apenas formalmente. Materialmente, o princípio diz-nos que aquilo que é igual deve ser tratado de forma igual e aquilo que é diferente deve ser tratado de forma diferente. Pelo que, quando afirma «quanto muito, um desconhecido deveria ter mais tempo de antena», só pode estar a brincar.

2. Por mais que todos os candidatos entreguem as 7500 assinaturas, é inegável que não estão todos em pé de igualdade.

3. Mas, ainda que se admita que estão todos em pé de igualdade, e que todos os candidatos devem ter as mesmas oportunidades, organizando-se debates com todas as combinações possíveis, temos de nos deter e pensar um pouco: será isso exequível?
a) Em primeiro lugar, os grandes nunca aceitariam tais debates. Se têm ou não razão, isso é outra questão. Refiro-me apenas à exequibilidade.
b) Em segundo lugar, já temos cerca de 15 candidatos. Ora, se não estou em erro, isso daria lugar a 30 debates! 30!

6:57 da tarde  
Blogger albizzia said...

Então Pedro, e se se candidatar alguém conhecido, e genuinamente apostado em ser presidente. Isto é, o Manuel João é abertamente um provocador, mas e se a Cinha Jardim, por exemplo, se candidatar? Ela tem muitos amigos que seriam perfeitamente capazes de elaborar um programa de candidatura. Este 16º candidato teria direito a passar à frente do desconhecido Botelho Ribeiro? As tvs, penso que não se oporiam...

manuela.

7:54 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Manuela,

como já disse, ainda que se queira admitir todos ao debate, tal não é exequível. Portanto, a greve de fome do Sr. Botelho não vai durar muito nem vai a lado nenhum.

8:15 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Manuela,

fez-me lembrar agora a candidatura da Manuela Moura Guedes a deputada... Que desastre, aquela mulher.

8:17 da tarde  
Blogger albizzia said...

Pedro, não vale fugir à pergunta: alinhamos na "figura conhecida" sem necessidade de recorrer à demagogia da seriedade ou representatividade perante o povo, ou discutimos alternativas à paz pôdre?

manuela.

8:30 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Volto a repetir: quanto a mim, devem estar preenchidos 3 requisitos - candidatura, representatividade e seriedade. Caso contrário, o candidato não deve entrar num debate televisivo.

Mas, ainda que se queira admitir a debate televisivo tais candidatos, tal não é exequível.

Creio não ter fugido à pergunta.

8:44 da tarde  
Blogger Biranta said...

Manuela!
Com o Pedro não adianta argumentar! É de ideias fixas e arranja senmpre um obstáculo "muito válido" para ele, que é quanto lhe basta...
Reparem só nisto: Não pode haver debates com todos os candidatos, porque são diferentes... Diferentes, muito diferentes, antagónicas, mesmo, são as nossas ideias respectivas de DEMOCRACIA. Essa sua (do Pedro) ideia de democracia é igualzinha às concepções feudais: as pessoas nasciam diferentes, por isso tinham direitos diferentes e só os nobres podiam mandar... Todas as pessoas são diferentes, mas os direitos, em DEMOCRACIA, são iguais. Qual é a parte da palavra democracia que você não percebe?
Ou seja: voltámos à idade média! Não admira que o país esteja como está.
Outra:
Não pode haver debates com todos os candidatos, mas os descontentes "Se estão insatisfeitas com os candidatos que concorrem, sempre podem concorrer. Ninguém as impede."????
Esta é de artista! Concorrem para quê? Para descansar a sua consciência, pesada? Esta incoerência, estas contradições são típicas de quem sabe que não tem razão...
Claro que os descontentes podem concorrer... desde que se calem!
NÃO! Os eleitos, são representantes do povo. Deste que temos e não doutro qualquer!´São eles que optam por governar o país, que pertence a todos. Por isso o povo, todo o povo, tem o direito de se pronunciar sobre estas coisas, mesmo as pessoas que não se candidatam...

10:56 da tarde  
Blogger albizzia said...

Pedro,
pelos vistos, Mário Soares só ontem entregou as suas assinaturas. Depois da candidata Maria Teresa Lameiro. Por outras palavas, visto não preencher os seus 3 requisitos (sic Pedro), o Mario Soares deveria ter estado excluido dos debates até ontem.

Parece-me extraordinário que aceite que sejam alguns dos jogadores a decretar as regras do jogo. É também extraordinária a sua defesa de que todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais que os outros. Esta é infelizmente a tendência mais simples/irracional/comum/antiga da coisa, não precisamos de um blog para o revelar. Enfim, se não é para tentar encontrar vias que melhorem o status quo, não vejo que interesse tem encontrarmo-nos aqui.

manuela.

10:07 da manhã  
Blogger albizzia said...

Ah, e a pergunta era: se a Cinha Jardim apresentar uma proposta de candidatura + assinaturas, tem direito a debate, ou não?

10:10 da manhã  
Blogger Biranta said...

Peço desculpa, mas tive de interromper o comentário anterior, por motivo de força maior, tal como já aconteceu com outros, que nem chegaram a ser comentários.
Faltavam as duas questões principais:
1 - Os "motivos" dos abstencionistas;
2 - Os lugares vazios, no parlamento
Quanto a (1) ninguém tem o direito de fazer "processos de intenções" acerca das razões alheias, a seu bel-prazer (revelando-se) para, com isso, legitimar o ilegitimável;
Os motivos dos abstencionistas são os que forem, que isso em nada contribui para legitimar a usurpação de representatividade que hoje é praticada. Só os votos "positivos" legitimam...
Os motivos ATRIBUÍDOS aos abstencionistas, sejam eles quais forem, não justificam que não se respeitem as suas opções (não opção), porque isso não é possível de ser justificado. Por esse caminho tudo se "justifica".
E que tal analisar a questão doutro modo? Que tal avaliar as capacidades dos candidatos e dos eleitos, em matéria de liderança e representatividade da população, através das suas capacidades de mobilizar? Na situação actual até se percebe que seja difícil, à partida. Mas os verdadeiros líderes devem, uma vez em funções, ser capazes de "mostrar o que valem" e passar a merecer a confiança e o apoio da maioria... O que se passa, no nosso panorama político é exactamente o contrário: quanto mais "governam", mais odiosos os políticos se tornam aos olhos dos cidadãos, demonstrando que se comportam como verdadeiros fascistas.
Não há dúvida de que a vossa concepção de Democracia é igualzinha à que eu tenho de Fascismo...
Repare-se que, quando se trata de abstenção, não estamos a falar de percentagens resíduais de eleitores. Estamos a falar de mais de 35% nas legislativas e de mais de 45% nas outras eleições; ou seja: a "opção" amplamente maioritária da nossa sociedade... O que transforma cada força partidária num grupo de reduzida expressão...
Em relação e 2:
Os lugares vazios, no parlamento são para estar vazios, até que a participação nas eleições, os votos dos cidadãos, os preencha. Aliás eu já tinha explicado isso, mas o Pedro faz como muitos outros, da nossa praça. "Não percebe", como forma de manipular os incautos e tentar condicionar as suas opções, para evitar os consensos, por mais que se justifiquem...
Os lugares são para estar vazios sim e para contar como opiniões desconhecidas.
São para estar vazios, que é para ver se os políticos se apercebem da sua verdadeira dimensão e valor (ridículos). Para acabar com a soberba dos políticos e com os seus arrivismos, para que não continuem a "morder" a mão que os sustenta.
São para estar vazios (e para ser cobiçados, como "confessa" o Pedro) que é para ver se "aparece" (ou se consente que apareça) alguém que queira e seja capaz de merecer ocupá-los, de conquistar a confiança dos respectivos eleitores... É para isso que têm de ficar vazios.
Coisa estranha, não é? Lugar vazio? Tachito? tem de ser "ocupado", custe o que custar...
Mais! Têm de ficar vazios, a merecer a cobiça de todos, porque os cidadãos, detentores do poder, em democracia, têm de ter nas mãos alguma arma que possam usar sempre que são ultrajados, maltratados e vilpoendiados por cada um dos poderes ou instituições.
Só assim, quando os cidadãos tiverem de passar a ser tratados como cidadãos, sob pena de os políticos perderem o "tacho", é que "isto" avança.
Ou seja, as nossas divergências são de fundo e insanáveis:
O Pedro acha que tem de ser assim porque as pessoas, os cidadãos, aquela imensa maioria acima referida, são "feios, porcos e maus"; merecem, mesmo que não mereçam... E, como estas coisas são, SEMPRE, recíprocas, eu (e a maioria dos cidadãos) acho que os "feios, porcos e maus, os perversos" são os políticos que assim se emporcalham cada dia um pouco mais. Isto já ultrapassou, há muito, os limites da dignidade...
Mas não se preocupe! Eu voltarei à questão uma e outra vez e todas as que se justificar e for necessário, porque acho que tenho razão e porque farei os possíveis e os impossíveis para fazer com que muita gente pense no assunto, por mais que isso o incomode...
Temos pena (do seu incómodo)! Mas o futuro e a dignidade do país está primeiro!

1:41 da tarde  
Blogger Pedro Santos Cardoso said...

Estive fora este tempo da bogosfera, mas já vi que isto anda animado.

Biranta:

perante o que diz, principalmente no segmento «com o Pedro não se pode argumentar», abstenho-me.

Manuela:

1. «pelos vistos, Mário Soares só ontem entregou as suas assinaturas. Depois da candidata Maria Teresa Lameiro. Por outras palavas, visto não preencher os seus 3 requisitos (sic Pedro), o Mario Soares deveria ter estado excluido dos debates até ontem.
»

Percebeu mal, Manuela. O requisito da representatividade não coincide com a entrega das 7500 assinaturas, e sim com a notoriedade política da pessoa. E não me diga que se trata de um item difícil de aferir: é facto notório que Mário Soares tem representatividade e Botelho Ribeiro não. E o requisito da candidatura também está preenchido: só por mera formalidade se pode afirmar que Soares não é candidato. É claro que o é. Já Botelho Ribeiro, nem sequer sabe se conseguirá apresentar as 7500 assinaturas.


2. «Ah, e a pergunta era: se a Cinha Jardim apresentar uma proposta de candidatura + assinaturas, tem direito a debate, ou não?»

Se a Manuela atentar nos nomes das idiossincrasias que se candidatam ao cargo de Presidente, verificará nessa mesma lista que lá reside o nome Gonçalo da Câmara Pereira, o qual é perfeitamente equiparado ao caso da Cinha Jardim. Em primeiro lugar, têm ambos pouca
representatividade política (o povo vê Big Brother e afins mas não é estúpido). Mas, ainda que a tenham, a candidatura, segundo o bom-senso, da Cinha, não é manifestamente séria.

7:37 da tarde  
Blogger Biranta said...

Pedro!
Esses são os "seus" critérios (adoptados por quem manda, é certo) mas não são OS CRITÉRIOS da democracia, por mais cambalhotas que os seus raciocínios dêem. Não percebe a diferença?
É que, para serem critérios da democracia teriam de ter sido adoptados pela maioria dos cidadãos, e/ou, no mínimo, corresponder á satisfação da maioria... Não é isso que se passa, como o demonstra a enorme percentagem de abstencioinistas e como se pode comprovar, todoso os dias, em qualquer parte.
Só não vê quem não quer

8:29 da manhã  
Blogger LBR said...

Caros companheiros da blogosfera,

Escrevo apenas para agradecer a atenção dispensada àquela greve que em dada altura resolvi fazer como ultimo recurso de contestação de um silenciamento que então me foi imposto e amanhã poderá ser imposto a qualquer outro. Achei muito interesse nos pontos que levantaram durante o vosso debate (principalmente os pontos de manuela, biranta e albizzia), debate que constituiu para mim motivo de rica reflexão.

Parabéns, continuem. Está cada vez mais na blogosfera o debate e pluralismo que faltam... na televisão pública!

Já não está na ordem do dia se o cidadão Botelho foi ou não censurado. Esqueceu. Mas a sociedade civil que dentro de dez anos pode não ter direito a reformas, tem a obrigação de se preocupar com a forma como a informação pública mostra ou esconde tudo o que acontece, o que os cidadãos pensam, a fome (essa verdadeiramente dura, por involuntária) de que ainda não podemos garantir que estaremos livres... alguns de nós, os mais fracos, certamente.

Luís Botelho Ribeiro

3:17 da manhã  

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